sábado, 12 de setembro de 2009

CERTIFICADOS PRONTOS

Informamos que os certificados relacionados abaixo encontram-se prontos. Os participantes devem se dirigir à PRAE para pegá-los.
CERTIFICADOS:
OFICINA: "Secagem, preparo e manipulação de plantas medicinais."
PET VET discute: "Teste imunoenzimático (ELISA) e reações em cadeia da polimerase (PCR) aplicados à Medicina Veterinária."
OFICINA: "Reconhecimento de plantas medicinais no Campus da UFRPE."

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

III CICLO DE PALESTRAS- DE 15 A 17 DE SETEMBRO DE 2009.

III CICLO DE PALESTRAS

O III Ciclo de Palestras é um evento promovido anualmente pelo PETVET em comemoração à semana do Médico Veterinário. O tema deste ano é o Bem-Estar animal.
O evento traz palestras e mesas-redondas interessantes para atualização de estudantes e profissionais.


Programação

15 set 2009 às18h
Mesa redonda:
Enriquecimento Ambiental
- Enriquecimento ambiental de cães e gatos – MSc. Andréia Laís Teodoro Da Cunha
- Enriquecimento ambiental de animais silvestres – MV. Daniel Barreto de Siqueira
16 set 2009 às 18h
Mesa Redonda:
Interação Homem/Animal
- Equoterapia (CEPOM/PE) - Capitão Alexandre Arruda
- Utilização de Cães Farejadores – Ana Paula Oliveira
17 set 2009 às 18h
Palestras:
- Bem estar dos animais de vaquejada – MSc. Erika Korinfsky Wanderley- Bem estar de Pequenos Animais – Profa. Dra. Roseana Tereza Diniz de Moura
Data: 15,16 e 17 de Setembro de 2009.
Local: Auditório Luiz Melo de Amorim – DMV
Horário: 18h
Inscrições: PETVET
Graduação: 2kg de alimentos não perecíveis*.
Profissional: 4kg de alimentos não perecíveis*.
*Os alimentos serão doados para o Natal Solidário promovido pela UFRPE e a cada 2kg valerá uma senha para concorrer um Notebook.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Reprodução em Pequenos Animais



Será realizada no dia 16 de Setembro de 2009 a Ofina sobre Reprodução em Pequenos Animais.
A mesma será ministrada pela Professora Doutora Erica Cristina Santos Oliveira. As incrições podem ser feitas a partir do dia 08 de setembro na sala do PET Veterinária com a doação de 2Kg de Alimentos não perecéveis para a Campanha do Natal Solidário.
As vagas são limitadas.

Programação:
8:00h às 12:00 - Aula Teórica
Local: Auditório Luiz Melo de Amorim

14:00h às 18:00 - Aula Prática (Coleta de Semen e Inseminação Artificial em Cadela)
Local: Laboratório de Reprodução - Androlab

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Linfadenite caseosa - "mal do caroço"

Felipe Rosendo Correia
felipe_rosendo@hotmail.com


A linfadenite caseosa é uma doença infecto-contagiosa crônica, também conhecida como “mal do caroço’. Acomete caprinos e ovinos e caracteriza-se, geralmente, pela hipertrofia dos gânglios linfáticos com lesões purulentas e caseosas localizadas nas diversas regiões do corpo do animal.No Brasil é endêmica em alguns estados, aparecendo com maior freqüência em rebanhos desanados.
O agente causador é o Corynebacterium pseudotuberculosis, que é uma bactéria gram-positiva e resiste a dessecação durante meses, permanecendo viva na carne, fezes, exsudato purulento e solo . Ao penetrar no hospedeiro a C. pseudotuberculosis multiplica-se localmente no tecido subcutâneo, induzindo a formação de microabscessos, sendo em seguida carreado pela corrente linfática aferente aos linfonodos regionais onde os abscessos característicos são formados.
A doença é encontrada em alguns rebanhos com um bom manejo sanitário de 7 a 18% dos animais, porem rebanhos sem manejo sanitário pode atingir 70% do rebanho. A enfermidade é de fácil transmissão, bastando introduzir animais infectados no rebanho sadio.
O conteúdo dos abscessos é rico em C. pseudotuberculosis podendo infectar diretamente outros animais ou ainda contaminar a água, o solo e os alimentos, expondo, indiretamente, outros animais. Embora este microrganismo seja capaz de prolongada sobrevivência em solo rico e úmido (oito meses) e em matéria orgânica, não há evidências de que ele possa se multiplicar no solo.
Os principais sinais clínicos são o aumento dos linfonodos palpáveis (maxilares, escapulares, crurais, mamários e poplíeos) que constituem, geralmente, os sítios primários da infecção, enquanto que na fase tardia da doença poderá ocorrer a formação de abscessos nos linfonodos viscerais particularmente os mediastinais, bronquiais e sublombares. Há formação de abscessos cutâneos, subcutâneos e nos linfonodos.
As fontes de infecções para outros animais são o pus dos linfonodos(gânglios) infectados e também as secreções nasais e orais de animais com abscessos internos, principalmente nos linfonodos medistinicos. A transmissão pode ocorrer por ferimentos ne pele ou mesmo em pele integra e por contato com materiais contaminados como: agulhas; tatuadores;brincadores.O diagnostico é feito pelos sinais clínicos e confirmado por cultivo e citologia.
O primeiro grupo de cientistas a desenvolver uma vacina contra a C. pseudotuberculosis foi do Dr. Quevedo, na Argentina nos anos 60. Eles utilizaram uma cultura da C. pseudotuberculosis formalizada em adjuvante de alumínio, desta forma, alcançaram uma redução de 60% da infecção. Hoje no mercado a vacina mais utilizada é a “linfovac” , fabricada pela Venconfarma e composta por ”Suspensão de Corynebacterium pseudotuberculosis viva, atenuada, liofilizada, contendo no mínimo 5 e no máximo 60 bilhões de bactérias viáveis, por dose de 1 mL.
O tratamento do animal não é recomendado, devido a baixa eficácia e o alto custo, o uso de antibióticos não é recomendável, devido à impossibilidade deste penetrar na cápsula dos abscessos, sendo ideal o animal ser descartado, portanto faz-se necessário o uso de medidas profiláticas para tentar conter essa doença.
O controle inclui manejo sanitário nas instalações e equipamentos, a inspeção periódica do rebanho, descarte dos animais afetados, drenagem dos linfonodos com a incisão cirúrgica dos abscessos periféricos antes que estes se rompam espontaneamente, pois o exsudato constitui foco ativo de infecção, vacinação e respeitar a quarentena de animais adquiridos.
No atualmente Brasil a linfadenite caseosa está se alastrando por todas as regiões, tornando-se uma das principais enfermidades no rebanho de caprinos e ovinos. É importante que informações básicas cheguem ao produtor, que muitas vezes convive com a patologia no rebanho, mas por não conhece não resolve o problema e contribui para a disseminação da linfadenite caseosa.

Referências
• Livro
Silva Sobrinho, Américo Garcia
Criação de ovinos – 2. ed. Ver. E Ampl / Américo Garcia Silva Sobrinho. – Jaboticabal : Funep, 2001 302 p : il. : 21cm.
• Jornal
MENDES, Luis Claudio Nogueira. Controle da linfadenite caseosa (mal do caroço). O ovelheiro, São Paulo, ano 17, n. 100, p. 14-15, maio/jun. 2009.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bem-estar em animais de produção: Um conceito aplicável?

Raíssa Ivna

raissaivna@yahoo.com.br


Hoje mais do que nunca o assunto – bem-estar animal (BEA) - é pautado em congressos, encontros e principalmente entre os profissionais da área de ciências agrárias. Essa grande demanda de informações a respeito do BEA parte principalmente de países desenvolvidos, onde exigências mínimas de BEA são feitas na produção de animais. Essas exigências são muito bem regulamentadas e, portanto os produtos e derivados animais exportados por esses países, devem seguir corretamente estes conceitos de BEA. Mas afinal, o que será BEA? Como podemos adotar suas práticas em um rebanho.

A melhor definição de bem-estar animal foi feita pelo FARM ANIMAL WELFARE COUNCIL (FAWC) da Inglaterra, onde aos animais são inerentes cincos liberdades. O animal deve estar livre de fome e sede; Deve ter liberdade ambiental, com um local adaptado ao animal em questão; Deve estar livre de doenças; Livre para exprimir seu comportamento normal e Livre de medo e ansiedade.

Abaixo, são enumeradas as principais medidas de manejo que contribuem para o BEA do rebanho:

1- Eliminar as condutas agressivas, como gritos, uso de cães agressivos, procurando sempre o trabalho silencioso;

2- Fazer a separação dos animais em lotes e categorias;

3- Não movimentar mais animais do que o necessário;

4 - Desmamar em duas etapas: não separar por completo no primeiro momento a matriz do filhote;

5 - Não fazer os animais esperarem mais do que o necessário e nem encerrá-los por nada: a mangueira é somente um local de passagem e não para os animais ficarem encerrados durante horas;

6 - Nunca manejar o animal isoladamente;

7 - Habituar o animal à presença humana;

8 - Selecionar e capacitar os peões: são estas pessoas que trabalham diretamente com o patrimônio dos produtores;

9 - Revisar, manter e melhorar as instalações;

10 - Cuidar e eleger os motoristas para o transporte do animal e carregar o caminhão com o número adequado de animais para o seu espaço;

11 - Monitorar o frigorífico: o produtor deve acompanhar o abate dos seus animais;

12 - Não se descuidar do bem-estar dos animais, pois esta prática não é só mais um requisito para cumprir por obrigação externa e, sim, uma prática integral e permanente do gerenciamento moderno.

Desta forma, as práticas de bem-estar devem ser valorizadas pelos produtores, ainda que para adotar suas práticas, seja necessário desacelerar ou modificar os sistemas produtivos.

Ao adotar conceitos de BEA no rebanho, os valores agregados aos seus produtos derivados, são imensamente maiores do que aquele que não o adota. Estes conceitos além de tudo aumentam a produtividade dos animais e reduzem gastos com doenças. O médico veterinário que valoriza o BEA é um profissional bem valorizado e que contribui para a seriedade e reconhecimento de sua carreira profissional.


Referências

- CARVALHO, C.F. Bem-estar Animal. 2009. Disponível em:

http://www.cibelefcarvalho.vet.br/bem_estar_animal.htm. Acesso em: 10/07/2009

- MOLENTO, C.F.M. Bem-estar animal: Aspectos econômicos – Revisão. Archives of veterinary science. 2005. Paraná.V.10, n.1,p.1-11.

- MOLENTO, C.F.M.; BOND, G.B. Produção e bem-estar animal. Ciência Veterinária Trópica. 2008. Recife-PE, v. 11, suplemento 1, p. 36-42.

- OLIVEIRA, C.B.O.; BORTOLLI, E.C.; BARCELLOS, J.O.J. Diferenciação por qualidade de carne bovina: a ótica do bem estar animal – revisão bibliográfica. Ciência rural. 2008. Santa Maria, V.38,n.7,p.2092-2096.

- SILVA, I.J.O.; PANDORFI, H>; PIEDADE, S.M.S. Influência do sistema de alojamento no comportamento e bem-estar de matrizes suínas em gestação. Revista Brasileira zootécnica, julho 2008. Viçosa vol.37 no.7

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Resíduos Antimicrobianos no Leite Caprino

Joyci Torres de Paula
joycidepaula@gmail.com
O leite caprino apresenta alto valor nutritivo, contendo açúcar, proteína, lipídeo, vitamina e níveis adequados de ferro, cálcio e fósforo, com elevada digestibilidade no organismo humano pelo tamanho reduzido e fácil dispersão dos seus glóbulos de gordura e pela sua proteína de coagulação que forma uma coalhada fina, macia e com perfeita digestão em um curto espaço de tempo, sendo constantemente indicado a indivíduos que apresentam sensibilidade à lactose bovina (COSTA, 2009).
O Brasil, atualmente, apresenta uma produção diária de 22.000 L de leite de cabra, totalizando 7.920.000 L/ ano. Porém, seria necessário o dobro da produção para atender a demanda nacional. A região Nordeste é responsável por 45,4% da produção nacional produzindo 10.000 L/dia e tendo como maior produtor o estado do Rio Grande do Norte com média diária de 8.550 L. No Estado do Ceará, a produção de leite diária chega aos 1.000 litros, sendo que a região Norte do Estado apresenta um potencial de produção de 400 litros de leite por dia. A região Sudeste é responsável pelo restante dessa produção apresentando 12.000 litros/dia, 54.6% de todo o leite de cabra que é produzido no País, com uma cadeia produtiva bastante organizada. Boa parte desta produção é adquirida pelo Governo Federal para merenda escolar e crianças carentes de forma que já reduziu em 39% a mortalidade infantil, conforme Costa (2009).
Pinheiro et al. (2000) identificou a alta incidência de problemas sanitários na caprinocultura do Nordeste, os quais possibilitam a instalação de infecções em um grande número de animais do rebanho. Demonstrando, também, a relação dessas infecções com a diminuição da concentração de gordura, de lactose e de caseína no leite, além de gerar um uso indiscriminado de antibióticos pelos próprios produtores, sem os cuidado necessários quanto à dose, via de administração e período de carência promovendo a presença de resíduos no leite com alto risco ao consumidor. Esse uso indiscriminado de antimicrobianos é de grande relevância, tendo em vista que desencadeia diversos problemas como: a) Choque anafilático, causada por hipersensibilidade à droga independente da dose; b) Efeitos teratrogênicos, a partir do uso constante em gestante; c) Resistência microbiana, tanto no animal quanto no homem e d) Queda na qualidade leiteira.
Economicamente o uso indiscriminado de antimicrobiano provoca grandes perdas, pela diminuição na produção leiteira, altera processos fermentativos, bem como, causa queda na qualidade do leite e seus subprodutos (PINHEIRO, 2000).
Segundo Nascimento et al. (2001), os principais antibióticos utilizados nos rebanhos e identificados no leite são as Penicilinas, Tetraciclinas, Estreptomicina e Gentamicina. O consumo do leite de animais tratados com esses medicamentos não deve ser realizado durante pelo menos 96 horas após seu uso, com exceção da Penicilina G, visto que estudos verificaram resquícios dessa droga dez dias após seu uso.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Comitê para Aditivos Alimentares estabelece normas para o uso de aditivos e práticas a serem adotadas na tecnologia alimentar sendo esses conhecido como Limite Máximo de Resíduos e Ingestão Diária Aceitável. Na França, recomenda-se que medicamento de uso humano não seja utilizado em práticas de tecnologia alimentar e tratamento em animais.
No Brasil, a presença de Resíduos Biológicos no Leite é administrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a partir Instrução Normativa 37/2002 e Normativa 42/1999. A Normativa 37 institui a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite, com objetivo de realizar análises laboratoriais para a fiscalização de amostra de leite cru, recolhido em propriedades rurais e estabelecimentos de lacticínios, enquanto a Normativa 42 trata do Plano Nacional de Controle de Resíduos em Produtos de Origem Animal e Programa de Controle de Resíduos do Leite – PCRL.
Com isso, pode-se concluir que cuidados sanitários no rebanho são imprescindíveis para diminuir o uso de antimicrobianos em animais produtores de leite evitando a presença de resíduos destas drogas no alimento. É necessário, também, promover orientação racional sobre o uso de medicamentos a produtores de cabras leiteiras evidenciando os riscos do uso indiscriminado de antibióticos, além de esclarecendo sobre a importância de consultar um médico veterinário antes do uso de qualquer fármaco.


Referências:
COSTA, A. L. – LEITE CAPRINO: UM NOVO ENFOQUE DE PESQUISA – EMBRAPA Caprinos; http://www.cnpc.embrapa.br/artigo4.htm%20-%20acessado%20em%2020/06/09.
NASCIMENTO, G.G.F. et al. – OCORRÊNCIA DE RESÍDUOS DE ANTIBIÓTICOS NO LEITE COMERCIALIZADO EM PIRACICABA, SP – Revista de Nutrição, Campinas: 119 – 124; maio/agosto – 2001.
PINHEIRO, r.r. et al. – ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA CAPRINOCULTURA CEARENSE –Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, vol. 52, n. 5, Belo Horizonte / MG, Out/2000.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Resultado da Seleção PET VET 2009

SAIU O RESULTADO DA SELEÇÃO PET VET 2009!!!!!
Os Petianos selecionados serão integrantes do grupo PET a partir de agosto de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ceratoconjuntivite Infecciosa de Caprinos e Ovinos


A ceratoconjuntivite infecciosa dos ruminantes é conhecida também por “Olho rosado e doença de New Forest”. Constitui-se numa doença cosmopolita, sazonal e acomete bovinos, caprinos e ovinos sem distinção de raça, idade e sexo, embora os animais mais jovens e mais velhos sejam mais susceptíveis. Os animais acometidos desenvolvem imunidade natural que vai diminuindo a partir de dois anos e podem se infectar novamente.

Esta enfermidade contagiosa é causada pela Moraxella spp, um diplococo, aeróbico, gram-negativo, e somente aqueles microorganismos hemolíticos que possuem pili sãocapazes de desenvolver a enfermidade, pois aderem à córnea produzindo necrose epitelial e no estroma, por meio de dermonecrolisinas e hemolisinas associadas com as colagenases inflamatórias (CHAVES & ACIPRESTE, 1998; CHAVES & ACIPRESTE, 2004; CHAVES, 2004).
Caracteriza-se por hiperemia conjuntival, lacrimejamento, blefaroespasmo, fotofobia e, em casos avançados, opacidade e ulceração de córnea, com risco de perda da visão. A ceratoconjuntivite infecciosa (CCI) é reconhecida em todo mundo como uma doença comum que afeta o sistema oftálmico de pequenos ruminantes, a exemplo de ovinos e caprinos. Geralmente, a doença envolve apenas a superfície do olho, com o primeiro sinal clínico, sendo uma conjuntivite uni ou bilateral, resultando em lacrimejamento, pestanejamento, blefaroespasmo e presença de secreção ocular sero-mucosa ou muco-purulenta com aglutinação de pelos da região periocular. No entanto, o quadro pode progredir e envolver a córnea, causando sua opacidade ou esbranquecimento e aumento na vascularização. Animais gravemente afetados podem desenvolver úlceras de córnea e/ou cegueira, em conseqüência da intensa opacidade existente. No entanto, os primeiros sinais indicativos da potencial manifestação da doença em um rebanho podem ser a ocorrência de coloração castanha abaixo do olho e o acúmulo de poeira nos corrimentos lacrimais.
Outras alterações observadas na maioria dos ovinos afetados incluem conjuntivite folicular, opacidade da córnea com vascularização, ulceração, pannus e irite (RENDER & CARLTON, 1998), além de febre, anorexia, oftalmalgia, oftalmorréia, epífora e úlceras de córnea também descritas por CHAVES & ACIPRESTE (1998), CHAVES & ACIPRESTE (2004) e CHAVES (2004).
O tratamento dos casos clínicos deve começar imediatamente após ter sido diagnosticada a doença como forma de impedir que sua evolução leve a lesões irreparáveis da córnea. Vários antibióticos podem ser usados, devendo sempre estar atento para caso de resistência. A prevenção e controle desta doença têm sido realizados através de práticas de manejo quando se quer diminuir o máximo possível a ação dos vetores (mosca) e quantidade de poeira. É encontrada no mercado vacina que, se usada corretamente, pode conferir alguma imunidade aos animais.
A redução dos casos clínicos de CCI em um rebanho está associada à medidas preventivas fundamentadas em práticas que visem controlar os elementos que podem funcionar como fômites ou agentes disseminadores e/ou estressantes, e envolvem a limpeza diária das instalações (por varredura e/ou raspagem); desinfecção completa das mesmas a cada 7 dias após limpeza prévia (preferencialmente com lança-chamas ou "vassoura-de-fogo"); isolamento dos animais apresentando quadro clínico; controle da população de moscas e insetos (principalmente, por meio de limpeza e manejo adequado dos dejetos animais); redução da exposição a irritantes mecânicos (poeira); manejo do pastejo para manter o relvado em alturas mais adequadas; manejo do rebanho baseado nos princípios de bem-estar e a quarentena de animais récem-adquiridos por no mínimo 15 dias.


Postado: Juliana Barreto

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Abordagem do Paciente Crítico: o ABC da emergência e ressucitação cardio respiratória


Será realizado nos próximos dias 29 e 30 de junho uma oficina de "Abordagem do Paciente Crítico: o ABC da emergência".
A oficina será realizada por meio de palestras e demonstrações por meio de vídeos dos procedimentos a serem realizados durante emrgências veterinárias.
As inscrições são gratuítas e podem ser feitas no PET de Medicina Veterinária.